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Blog de juecharlie
 


Gravidez parte um

Até agora não escrevi nada relacionado a minha maternidade.

Então vamos lá. Gianluca é o meu filhote de 4 anos prestes a completar 5 anos de idade no próximo mês (15 de março).  

Ao descobri que estava grávida, levei um susto muito grande, pois não pensava em ter filhos naquele momento. Havia começado a trabalhar numa metalúrgica e acabado de entrar para a faculdade e então a idéia dava frio na espinha!!!

Me lembro como se fosse hoje. Liguei para o laboratório e desejava saber antes mesmo de pegar o resultado. A atendente não queria me dizer, pois temia algum tipo de complicação. Eu insisti tanto que ela me mandou através de um fax. Pronto, em minutos saberia se ia ser mamãe!!!

Fax na mão e tremendo para enfim desvendar aquele enigma. Chamei uma colega do trabalho e ela com um ar de suspense me disse que só me contaria se eu deixasse que ela fosse a madrinha. Não queria acreditar. Não podia ser. Ai que medo!!!! Será?!

E então ela me confirmou tudo. Eu estava grávida. Imediatamente liguei para o meu marido (na época era casada e fazia apenas um mês que morávamos juntos). Ele também ficou surpreso.

Fui embora e pelo caminho mil coisas passavam em minha mente como qual o nome a dar para o bebê? Será que seria menino ou menina?Como ficaria a minha barriga. Em minutos todo aquele temor foi embora dando espaço para uma grande emoção, afinal ali dentro de mim tinha uma vida!!!

Enquanto ia para casa, queria gritar para todos: olha, vou ter um filho! O ponto ficava bem em frente a uma loja de móveis e enquanto esperava o ônibus, ouvi uma senhora dizer que ia escolher um berço. Tive vontade de dizer que em alguns meses eu também escolheria um para o meu filho.

Foi então que entre pensamentos, lágrimas de felicidade e medo que cheguei em casa e abraceio pai do meu filho. Choramos juntos e nada mais importava. Ninguém poderia estragar aquele momento que era tão especial e único.

Fizemos planos, decidimos coisas e as próximas semanas foram de muita espera e ansiedade para a chegada deste menino que hoje é a nossa razão de viver.

Atualmente não estou mais casada, mas graças a Deus temos uma boa convivência. Nos consideramos amigos, porque além de ter um filho lindo, temos também muito respeito um pelo outro.

Infelizmente as pessoas quando resolvem se separar, parece que se separam também de tudo o que viveram. É como se não houvesse um passado, que não tivessem vivido momentos bons e que a partir daquele instante, são completos desconhecidos e se degladeam a cada encontro.  Nunca desejei que fosse assim também com a gente, pois acima de tudo, prezo uma boa amizade.

Nos próximos posts, vou relatar algumas passagens de quando estive grávida. Vão poder perceber que o fato de ser uma mãe com deficiência não mudou em nada em meus extintos de mãe.

Também vou dizer as várias pérolas que ouvia normalmente quando saía nas ruas.

E por hoje é só. Não deixem de ler os próximos relatos.

 

 

Abraços de uma mamãe coruja...

 



Escrito por juecharlie às 09h58
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Uma amiga de longe!!!

Hoje vou apresentar uma pessoa de longe, mas muito querida!!!

E quando digo longe, é longe mesmo! Lúcia é o seu nome e atualmente vive na China.

A conheci por intermédio de um amigo na época das Olimpíadas. Ela foi uma das voluntárias dos jogos e de uma forma bem descontraída escreveu curiosidades dos lugares, das pessoas e até hoje continua em seu blog abordando diversos temas, HTTP://www.lunachina.blog.uol.com.br

 

Abaixo um artigo que escreveu na ocasião e que desejo compartilhar com vocês. Aliás, se encontrarem algo interessante referente a deficiências em geral por este mundo imenso que é a internet, agradeço muito.

Vamos compartilhar!!!!

Depois posto as minhas considerações sobre os dados do artigo.

 

Onde estão os deficientes da China?

Segundo dados oficiais da Federação Chinesa de Pessoas com Deficiência, há 60 milhões de pessoas com necessidades especiais no país.  Desses, cerca de 20 milhões têm dificuldades auditivas, 12 milhões possuem deficiência mental, quase 9 milhões têm deficiência visual e o restante tem múltiplas deficiências.  Esses são os dados oficiais.  Talvez os números divulgados sejam menores que a realidade...

Os chineses com deficiência visual - parece - são os únicos com oportunidade.  As clínicas de massagens que contratam essas pessoas com imensa sensibilidade no tato estão em todos os lugares.  Também há saliências no chão na frente de todas as portas dos metrôs e em todas as calçadas para os que não enxergam (ou têm alguma deficiência neste sentido) consigam se orientar. Essas saliências estão em absolutamente TODAS as ruas e chãos da cidade. Mesmo assim, NUNCA vi uma pessoa com deficiência visual nas ruas. Este ano inteiro no país e nunca (repito: nunca) vi um chinês com qualquer tipo de deficiência andando por aí.  Já vi, sim, pessoas idosas andando de cadeiras de rodas, mas nunca um cadeirante com menos de 70 anos. 

Inclusão é uma coisa que ainda não está muito desenvolvida aqui, por enquanto. O Brasil está muitíssimo mais avançado neste ponto.  Depois das Paraolimpíadas perguntei para diversos amigos chineses onde estão os deficientes da cidade.  A resposta de todos foi a mesma:  "Eles ficam em casa".  Há registros, não-oficiais, de que o governo tem clínicas que abrigam pessoas com todos os tipos de deficiência, quase sempre negligenciadas pelas famílias.  

Com o enorme crescimento e desenvolvimento o país precisa começar a dar atenção a essa população especial.  Ainda há muito que aprender e melhorar.

(Lúcia Anderson)



Escrito por juecharlie às 10h41
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Minhas considerações

Mesmo diante as informações que se tem, um movimento forte que se vem fazendo a cerca da inclusão, as conquistas que já tivemos, é lamentável saber que ainda esista lugares que se comportam desta maneira.

Mesmo com todas as reclamações em relação a falta de informação do povo brasileiro, posso dizer que vivemos num “país das maravilhas”. As pessoas podem ignorar que até esistamos e realizamos diversas atividades, mas pelo menos temos Leis que nos protege e e de certa forma podemos escolher se vamos ser um cidadão comum ou viver como coitados na eterna dependência dos outros só porque não vemos, ouvimos, não temos movimentos ou se temos algum tipo de atraso na aprendizagem.

O preconceito existe sim, mas também depende de nós que façamos que este estigma diminua.

Talvez as pessoas com deficiência da China devesse lutar mais pelos seus direitos, mostrar mais suas caras e colocar em prática suas habilidades.

Entendo que com tantas barreiras é de desanimar mesmo, mas não é possível que um país como a China, milenar e tão populoso, não esiste nenhum ser que se interesse pela causa e faça acontecer.

Compreendo que nestas horas a cultura conta muito, mas hoje vivemos num mundo globalizado.

Tenho muita vontade de conhecer a China, sentir como é o ar que tantos dizem que é tão poluído e experimentar as goluseimas que nossa amiga nos conta ao longo dos posts.

Fico chateada por saber que a inclusão ainda é algo distante, mas tudo bem, tentarei fazer a diferença enquanto estiver ao meu alcance.

Um dia chegaremos lá, eu acredito...

 

Abraços esperançosos por um mundo inclusivo...



Escrito por juecharlie às 10h39
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Seria cômico se não fosse trágico

 

Olá queridos, esta eu preciso comentar.

RSRRSRS, seria cômico se não fosse trágico.

Saímos para almoçar e como grande parte das pessoas que trabalham comigo resolveram almoçar por aqui ou sair para resolver algo, lá fomos nós em mais uma empreitada sozinhos, rs.

Tudo certo, Charlie aliviado após ter ido ao banheiro e continuamos nossa caminhada. Chegamos no restaurante, entramos quando surge um ser e nos faz a seguinte afirmação:

“Aqui é um restaurante”... Meu pensamento: “Não diga!!! Pensei que fosse uma perfumaria... Não acredito que vim ao local errado”!!!!RSRSRSRSR....

Então Virei-me para ele e disse: “A é? Então....... Eu vim almoçar”...

Gente, seria cômico se não fosse trágico mesmo. Vejam como as pessoas não param para fazer qualquer tipo de comentário. Eu sei que ninguém nasce sabendo, mas por favor!!!! Socorroooooooooo!!!!! Quando não sabemos algo, indico que o melhor é sempre perguntar, perguntar e perguntar.

Então vamos refazer a cena e direi como seria o correto ou pelo menos o menos constrangedor. Sim, porque me senti uma idiota onde não sabe onde está.

Cena indicada:

Chega uma pessoa cega num estabelecimento onde você está. Você muito solícito deseja ajudar imediatamente aquela pessoa.

Você: “Com licença. Posso ajudar”?

Supomos que a pessoa cega responda sim, você: “De que forma posso te ajudar”?

Se a dúvida persistir, pergunte novamente.

Caso de resposta negativa, você respeita a pessoa e segue o seu caminho tranqüilo porque fez sua parte.

Viram só como é simples? Não precisamos saber tudo. Nem eu sei tudo a cerca da deficiência e isto significa que quanto mais perguntamos, mais sabemos e quanto mais sabemos, mais queremos saber e temos responsabilidade sobre tudo o que faremos dali em diante.

Não tenham vergonha galera. Pergunte meeeeeeeesmo. Nós adoramos exclarecer dúvidas, porque melhor perguntar que fazer tudo errado e gerar uma comunicação truncada.

 Obs. Isto não é uma generalização. Se acaso encontrar alguém mau humorado e responder tudo de maneira grosseira, lembre-se: antes de ser uma pessoa com deficiência, aquele ser é um ser humano com suas individualidades e pode não ter acordado num bom dia, ou simplesmente é um eterno mau humorado, mas isto não é referente a sua condição de ser cego, mas sim por se tratar de um indivíduo que por si só já tem suas questões.

Pelo amor de Deus não saiam por aí dizendo aos 4 cantos que todo cego é malcriado, mau humorado.

Prometo que toda vez que me acontecer algo do gênerovenho contar para vocês. Colocarei a forma que foi e depois reconstrurirei para terem uma idéia de como fazer caso passe por alguma situação semelhante.

 

Abraços inclusivos e até as próximas cenas....

 



Escrito por juecharlie às 14h49
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Experiências com anjos (parte um)

Olá queridos.

Antes de mais nada agradeço pelos inúmeros retornos, sejam eles através de e-mails ou recadinhos postados aqui na página. Devo dizer que me alegro e fico muito honrada por cada um.

Amigos, comecei contando a história do início de minha deficiência, porém ressalto que necessariamente esta não será a ordem. Não se assustem caso eu conte um dia algo relacionado a minha infância ou adolescência e depois relate algum fato recente como é o caso deste post.

Hoje foi um dia comum, cheios de acontecimentos e dentre eles um que fechou o meu dia com chave de ouro.

Terminada jornada de trabalho, desliguei minhas coisas e lá fui eu para algumas atividades rotineiras como levar o Charlie em sua graminha para se aliviar e seguir o nosso caminho. Diferente de todos os dias, por ter um compromisso fora da minha rota, peguei um outro fretado. (Para que saibam, pego um fretado para ir e vir do trabalho. Passo loooooonge dos metrôs e ônibus lotados desta cidade que não para de crescer). Me programei para descer na Avenida Paulista, pois estava faminta e desejava passar num MAC da vida para também matar minha vontade de comer um número 2 bem gostoso. Claro que tudo não passava de uma boa desculpa para comer uma ótima goluseima sem culpa. No trajeto após ter descido do ônibus, notei que o tempo mudava. Senti uns pingos em meu braço e alguns trovões a vista, ou melhor, aos ouvidos. Charlie detesta trovões. Pensei rápido e achei melhor passar num shopping que ficava dentro da estação de metrô. Desta forma ele não ouviria os assustadores barulhos que tanto tem medo e se chovesse, eu estaria protegida e no máximo esperaria até a chuva passar para chegar até o meu compromisso.

Pois bem, pensamento formado e posto em ação. Lá fomos nós para o benditoshopping. Um calor terrível, porque a estação já é mega quente e estava suuuuuuuper cheia. Após passar o primeiro metrô, pegamos o segundo e em meio ao tumulto, conseguimos entrar e até um lugar para sentar descolamos. Chegada a minha estação, um rapaz se aproximou de nós e gentilmente nos ofereceu ajuda. Eu mais do que de pressa aceitei. Afinal aquele lugar estava um verdadeiro caldeirão e por ser a primeira vez que descia com Charlie naquele lugar, preferi uma ajuda amiga.

Só não sabia que na verdade aceitei a ajuda de um anjo.

O Sr. N. gentilmente nos acompanhou até a nossa plataforma, que por coincidência era a mesma que ele seguiria para pegar o outro metrô. Um mar de gente a nossa frente e ele com o maior cuidado ao me orientar. Charlie desempenhou o seu papel como sempre, mas pra falar a verdade, estava tudo muito confuso pelo caminho que por vezes um ou outro distraído dava de ombros comigo ou tropeçava nele. O metrô demorou um tempo a mais que o normal. Fiquei preocupada, pois ficava tarde e eu consequentemente me atrasaria até o compromisso que teria às 19:00. Falei com o Sr. N. que desistiria e veria pelo caminho algo para comer pra não me atrasar. Ele sugeriu que eu esperasse pelo menos uma só composição, pois se viesse muito lotado, eu mudaria os planos e iria para o compromisso. Resolvi aceitar a sugestão e por mais um minuto permaneci até que Finalmente chegou a nossa lata que nos embalaríamos a vaco de tão cheio que estava. Charlie estava entre mim e mais não sei quantas pessoas que pensei por um momento que fôssemos parar de respirar. Era tudo muito cheio. Algo que não estamos acostumados por pegar fretado todos os dias. Alguém me oferece o lugar. Eu não aceitei, porque era o tempo de sentar e ter de levantar para descer. Ufa!!! Saimos!!!O ar fresco nunca foi tão desejado por mim e Charlie como naquele momento.



Escrito por juecharlie às 10h07
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Experiência com Anjos (parte dois)

 

Pelo caminho o Sr. N. me contou que iria também até o shopping. Ele tinha um compromisso e passaria para tomar um café antes. Estava adiantado no horário. Pedi que me deixasse com um segurança, porque dali ele me encaminharia até o tão esperado MAC.

E assim foi feito. Nos despedimos e lá fomos nós até o elevador para cortar caminho. A não! Elevadorlotado!!! O que acontece com esta cidade! Todos resolveram ir no mesmo lugar e pior, ao mesmo tempo!!!

Ok, esperamos o próximo e qual não é minha surpresa quando me aparece o Sr. N. dizendo que mudou de idéia e ia nos acompanhar.

Tudo bem, aceitei e ele me disse que confiava mais nele do que nos seguranças. Lhe expliquei que eles fazem um bom trabalho e também estava preocupada caso viesse a perder o compromisso por minha causa.

Ele disse que não ia perder e que queria me acompanhar. Enfim, chegamos até uma mesa e acreditam que não me deixou pagar o lanche?! Meu Deus!!!! Isto não estava me acontecendo!!! Fiquei paralisada por um momento, porque não sabia o que dizere nem o que pensar. Por mais que eu lhe dissesse que não, que ia pegar o cartão, ele se recusou e foi buscar o lanche que me confessou não saber nem o que vinha, rsrsrs. Tudo bem, sentei numa cadeira e fiquei a sua espera. Enquanto isto, acomodei Charlie ao meu lado.

O Sr. N. chegou e me deu a bandeja com o núero 2, meu preferido. Como se não bastasse, também trouxe uma água para o meu pequeno bola de pêlos. Sem que eu pudesse falar mais nada, se despediu dizendo que eu havia lhe ajudado naquele dia e para que eu pudesse ter auxílio ao sair, pediu a uma atendente da loja em frente ficar de olho em mim e ao ver me levantar, ela deveria chamar um segurança para me levar até a saída.

Fiquei sem palavras. Não foi o fato do lanche em si, mas tudo o que aconteceu pelo caminho. Por mais que eutente, não consigo descrever tamanho o cuidado que aquele ser teve comigo. Não era algo do tipo dó, porque eu saberia e me deixaria furiosa, mas sim de fazer o bem por simplesmente ser bom.

Ele se foi e a única coisa que lhe passei para que continui sabendo sobre nós foi o endereço deste blog. Não sei se acessará, mas de toda forma, quero que saiba que se fiz a diferença em sua vida naquele dia, ele também fez na minha. Eu estava num dia muito tumultuado, cheio de tantas coisas e permitia o menos possível a interferência das pessoas em meu caminho. Ele fez com que eu me permitisse ser “cuidada” e ainda experimentar os benefícios de ter um anjo por perto.

E por último, mas não menos importante, enquanto comia, ao meu lado estava uma moça que viu toda a cena e comentou comigo que o meu amigo era muito atencioso e que hoje em dia era difícil alguém assim. Isto porque ela nem sabia que eu o conhecia tanto quanto ela. Ele era meu desconhecido e não meu amigo. Nem preciso dizer que falante como sou, logo travamos uma conversa e por fim acabou me esperando para irmos juntas até o metrô. Ela iria para a faculdade e eu finalmente ao compromisso.

Nos levantamos e seguimos rumo ao elevador. Uau!!! Não podia ser!!! O elevador já estava ali e parecia nos esperar!!!! Estava completamente vazio!!!! Não podia ser. Ufa! Até que enfim alguma coisa vazia neste dia tão cheio!!!

Hoje penso que se eu tivesse continuado na rota original não teria a chance de conhecer os dois anjos!!!

Gratidão ao universo pela oportunidade. Por vezes ficamos tão dentro de nós mesmos e não percebemos que a todo tempo encontramos em nosso caminho verdadeiros anjos humanos que faz toda a diferença em nossas vidas.

Obrigada Sr. N. e Srta. P.!!!

Experimente você também a reconhecer um anjo em meio a esta vida agitada ou seja você mesmo o anjo de alguém. Um abraço, uma palavra amiga ou até mesmo seus ouvidos são muito valiosos e serve em qualquer ocasião.

 

 

Abraços inclusivos...

 



Escrito por juecharlie às 10h05
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