O grande dia!!!
E finalmente chegou o grande dia!!!! Segunda-feira, 15/03/2004, acordei pela manhã e tinha alguns exames para realizar. Havia estado no consultório da minha médica na quinta anterior e como se aproximava a data e nada do mocinho mostrar sinais, ela me pediu dois exames para certificar que estava tudo bem e na semana seguinte voltaria em seu consultório e do dia 20 de março não passava, marcamos ali mesmo a cesária para garantir. Mas agora voltando ao dia 15, acordei bem cedo e lá fui eu com a avó paterna do gian para o laboratório realizar os exames. Após pegar o resultado, fui informada de que deveria passar os exames para a Dra. Avaliar, porque o líquido estava baixo e se ela achasse que já era a hora, eu deveria me preparar. Passamos o fax e qual não é a minha surpresa quando recebo a notícia que deveria ir para casa,, tomar um banho e pegar nossas malinhas e seguir rumo ao hospital. Confesso que o coração disparou. Foi um misto de emoção com medo, mas enfim, já estava no caminho para finalmente sentir em meus braços aquele que a 9 meses ocupava minha barriga e dava sinais de que estava ali com seus chutes e entradas por debaixo das minhas costelas. Liguei para o pai dele e no caminho o pegamos para juntos irmos conhecer o nosso filhote. Nenhum sinal de dor nem contração. Tudo parecia normal. Chegamos no hospital por volta das 15:00 e enquanto fazia a ficha, o coração mais acelerado ainda. Pronto, já estava mais perto do que nunca. Entrei para sala de pré-parto e comecei a responder ao questionário, mas tudo o que desejava era subir logo para a sala de parto. Eu não tinha nada de dilatação. Para não dizer que não tinha nada, tive apenas um dedo. Para que o parto fosse normal, eu teria de ter 10 dedos e então, sem chances, ainda mais com o líquido baixo, não poderia vacilar. Me conduziram até a sala cirúrgica e comecei a chorar. Era muita emoção para uma só pessoa. Todos me desejavam boa sorte, que não era para chorar, ia dar tudo certo e lá fui eu, quer dizer, lá fomos nós. Tudo pronto, eu na mesa cirúrgica e na sala um som ambiente com músicas calmas e o anestesista me contando todos os seus passos. Me dizia que preparava a anestesia, que iria me aplicar e que eu sentiria uma dormência apenas da cintura pra baixo e que logo estaria tudo bem e meu filho em meus braços. O pai do Gian esteve o tempo todo ao meu lado. Segurava a minha mão, falávmos de futebol, que ele torceria para o São Paulo e o pai dizendo que não, que seu filho seria santista e bla, bla, bla, quando de repente: “gente vai nascer”! Este foi o grito da médica que logo deu lugar para um chorinho alto e forte!!!! Eu só senti uma pressão forte em minha barriga e meu Deus!!! Finalmente meu filho!!!!! Até hoje quando paro para relembrar, tenho a nítida sensação de sentir o seu frágil corpinho em meus braços e o seu choro que ecoava por toda a sala. Gente, foi lindo, foi maravilhoso a sensação de ser mãe. Não poderia vê-lo é bem verdade, mas poderia tocá-lo, sentir seus bracinhos, perninhas, cabeça, enfim, ouvir sua respiração, ver de muitas outras maneiras. O papai aproximou o seu rosto do dele e disse que éramos nós, os seus pais... Ele deu uma pausa na gritaria e logo retomou. Passados alguns minutos, ele foi para a UTI nelnatal e eu para a sala de recumperação. Nem preciso dizer que não via a hora de estar com ele novamente e ouvir seus sons. Me contaram que ele estava quietinho, que um semblante muito calmo havia instalado em sua face e nem se parecia com aquele chorão do momento do nascimento. E esta foi a entrada do meu príncipe Gian num mundo totalmente maluco.... Gianluca era o nome do novo habitante deste planeta que chegou com 3,125 kg e medindo 48 cm. Logo mais postarei fotos para que conheçam a carinha deste menino que só preenche a minha vida de muita felicidade!!! Abraços de uma mãe baboooooooooooooona!!!
Escrito por juecharlie às 10h52
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Momento ultrasom
E finalmente saberíamos se iríamos ter um príncipe ou uma princesa. Aos 4 meses de gestação marcamos o ultrasom que podia revelar o sexo do baby. Pais babões, chamamos um casal de amigos para nos acompanhar neste dia que sem dúvida tinha um sabor especial. Meu coração acelerado, a espectativa da revelação... Entro na sala. Faço a preparação. Converso nervosamente com os meus acompanhantes. O médico entra. Tum! Tum! Tum! Tum!!!!! De repente começamos a ouvir um coraçãozinho pulsando fortemente!!!! Quanta emoção!!! Seria ele valente cheio de coragem para vir a este mundo? Ou será que seria ela de personalidade forte mas frágil com seus encantos? Então o médico interrompe o que era apenas o som daquele coraçãozinho forte e diz que vamos ter um menino!!!! Quanta felicidade!!!!! Queria sair dali correndo e contar para todos que seria mãe de um menino gigante!!! Infelizmente não podia visualizar o rostinho do meu filho através da televisão, mas eu podia algo muito melhor. Podia senti-lo em minha barriga!!! Sentia seus chutinhos, suas viradas de lá e para cá. Entrar por debaixo de minhas costelas e me tirando o ar. Sentia seus pezinhos me empurrando e mais parecia que ia atravessar o meu estômago e sair pela boca. Eu estava feliz. Todos ali estavam felizes. Um menino!!!! Eu sou filha única e mal podia esperar para contar para os meus pais que um principezinho faria parte da família!!! Antes de saber o sexo, tinha alguns nomes em mente. Se fosse menina, gostava de Beatriz, Bianca, mas o campeão era Nicole. Quando o assunto era menino, ó! Que dúvida cruel!!! Pensava em Patrick, Gustavo, Guilherme e tinha um nome em especial que me chamava a atenção. Na adolescência uma amiga tinha um CD da cantora Deborah Blando cujo qual gostávamos muito. Este CD tinha uma música com uma letra maravilhosa. A música chamava-se Gianluca. Era um nome diferente e bonito ao mesmo tempo. Gostei. Um dia ela estava com preguiça de fazer lição e com muita dor no coração me deu o CD em troca de que lhe fizesse a tarefa. Aceitei de imediato, porque adorava aquele CD principalmente pela faixa 10, Gianluca. Ouvi o Cd por muitas vezes e quando estava grávida, este era um dos nomes cogitados para colocar no mais novo príncipe. Antes de saber o sexo, comentei com um colega italiano (que havia conhecido em um dos eventos do Grupo Terra), que desejava colocar Nicole se fosse menina e caso menino, ainda tinha uma dúvida entre os nomes que já citei acima e Gianluca. Bem, já podem imaginar a campanha que ele fez para que nós colocássemos Gianluca em se tratando de um menino. E assim foi feito, por lembrar da música de adolescência e a opinião do amigo italiano, anunciamos para todos que dentro de 5 meses teríamos em nosso convívio um anjo que se chamaria Gianluca. Abaixo letra da música da Deborah Blando. Sem dúvida que ela traduz tudo aquilo que sinto pelo meu filho. Filho, és meu anjo, meu amor, parte de mim, minha vida. Te amo!!! Beijo grande da mamãe... Gianluca (Letra). type="text/javascript"> src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js" type="text/javascript">Gianluca meu anjo Me guarda no teu pensamento Te amo muito além do tempo E nunca vou te deixar Me leva no teu movimento Na minha alma eu te acalento E quando algum dodói te machucar Chama o teu anjinho pra passar Tu és a força do perdão O dom da cura nas tuas mãos Lembra que onde for que tu tocar Faz com a tua pureza melhorar Deus te trouxe um sonho bom Nas ondas do teu coração Gianluca golfinho azul Teus olhos a luz mais brilhante És dono de um poder gigante Gianluca meu pássaro Voa com teu sentimento Com a força que vem lá de dentro E toda vez que for soltar o ar Pede pra tristeza te deixar Que leve embora a solidão Tu nunca és só na imensidão Lembra que a tua alma quer lutar Lembra, tu escolheu de vir pra cá Tu és guerreiro do amor Traz alegria aonde for Abre as asas anjo azul Traga a nós a tua luz Gianluca te amo Viaja no meu pensamento Saudade voa pelo vento E toda vez que duvidar Confia na sabedoria Divina força que te cria E nunca vou te deixar E toda vez que em mim pensar Contigo sempre eu vou estar Abre as asas anjo azul Traga a nós a tua luz Abre as asas anjo azul Traga a nós a tua luz (Deborah Blando)
Escrito por juecharlie às 14h00
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Gravidez parte dois
No post passado relatei como foi saber que seria mãe e os temores que tive. Neste vou contar o durante... Após me refazer do susto, tudo o que mais queria era sentir o meu filho em meus braços. Enquanto isto não acontecia, até porque eu deveria ter de esperar por longos 9 meses, risos, fazia a preparação até o grande dia. A cada dia que passava, sentia que meu corpo modificava. Não via a hora de poder sentir os chutinhos e ouvir os elogios de todos pela barriga enooooooorme.... Queria um barrigão, mas se soubesse que pesava tanto... Na época em que estudava no IPC (Instituto de Cegos Padre Chico), fazia parte da grade curricular uma aula por nome educação para o lar. Nesta aula aprendíamos desde a fazer um curativo a cuidar de uma criança. Eu achava o máximo realizar estas atividades. Me imaginava cuidando de uma casa sozinha, fazendo comida, recebendo meus amigos, (adoooooooooooro receber visitas e preparar um generoso lanchinho, rsrsrsrs), enfim, me imaginava em diversas situações. Agora era real. Nada de aulas. Nada de fazer as atividades para ganhar nota e passar de ano. Agora seria eu comigo mesma. Será que daria conta? Teria sob minha responsabilidade uma criança e esta não seria como os bonecos da aula de educação para o lar. Seria uma criança de verdade, com fome, dores de barriga, nariz escorrendo, fraudas molhadas... Foi então que resolvi reciclar. Soube que na faculdade UNICID tinha uma professora que dava curso de gestante para pessoas com deficiência visual. Na verdade este curso não era específico de gestante, pois se parecia muito com a que tive no IPC, pois abrangia tudo de uma vida diária. Mas, como no meu caso eu já sabia fazer praticamente tudo, desde lavar, passar a cozinhar, precisava mesmo era de reciclar os cuidados a ter com um bebê. Fui aceita para fazer esta aula e lá fomos nós mergulhar no universo dos bebês. Uma vez por semana eu freqüentava o curso e cada vez mais minha ansiedade crescia, junto com a minha barriga... Certa vez voltava para casa, quando uma senhora me abordou na rua com o seguinte comentário: “Noooossa! Mas você está grávida?! Como vai fazer para cuidar desta criança? Como isto foi acontecer?” Preferi me calar, respirar para não dizer bobagem, mas que ela merecia uma resposta bem dada, a isto merecia. Mas, eu estava tão feliz com o meu filho que não valia apena discutir com uma pessoa que possívelmente não assimilaria a minha informação. Esistem pessoas que você explica horas e horas e quando pensa ter exclarecido algo, voltam e te perguntam a mesma coisa como se nem tivesse nem tocado no assunto. Então, para determinados casos, adoto o ditado de que “boca fechada não entra mosquito”. Além destas pérolas, ouvi muitas outras como: “que bom que vai ter um filho. Ele cuidará de você”. “Nem a ceguinha perdoaram”. “Esta criança será os teus olhos”. Tudo isto entrava por um ouvido e saía pelo outro. Para que se stressar? Ninguém pagaria o leite e nem a frauda dele, então, nem me desgastava mais,. Na época muitos dos meus amigos, também cegos, tinham seus filhos pequenos e isto fazia com que eu tivesse mais coragem para cuidar do meu filho. Sempre pensava que se eles conseguiam, eu também daria conta. Até me preparava com as respostas para quando ouvisse a pérola: “leva a mamãe direitinho”. O que realmente ouvi, mas isto é uma outra história que contarei após o seu nascimento. Abraços...
Escrito por juecharlie às 09h52
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