Fortes emoções
Quando eu estou aqui Eu vivo esse momento lindo Olhando pra você E as mesmas emoções Sentindo... São tantas já vividas São momentos Que eu não me esqueci Detalhes de uma vida Histórias que eu contei aqui... Amigos eu ganhei Saudades eu senti partindo E às vezes eu deixei Você me ver chorar sorrindo... Sei tudo que o amor É capaz de me dar Eu sei já sofri Mas não deixo de amar Se chorei ou se sorri O importante É que emoções eu vivi... São tantas já vividas São momentos Que eu não me esqueci Detalhes de uma vida Histórias que eu contei aqui... Mas eu estou aqui Vivendo esse momento lindo De frente pra você E as emoções se repetindo Em paz com a vida E o que ela me trás Na fé que me faz Otimista demais Se chorei ou se sorri O importante É que emoções eu vivi... Se chorei ou se sorri O importante É que emoções eu vivi...() Roberto Carlos – Emoções Queridos, resolvi começar com esta letra, pois ela por inteiro já diz por si só. Hoje tive fortes emoções pela manhã que já bastam por uma década. Ainda não citei aqui os momentos dourados que vivi dentro de uma escola. É bem verdade que era em regime de internato, mas hoje consigo compreender claramente que muitas das coisas, porque não dizer maioria, se fez necessário para o meu alicerce e construção de quem sou atualmente. Há mais ou menos um mês havia sido convidada para participar de uma mesa redonda onde o objetivo foi homenagear as mulheres cegas que de certa forma cada uma a sua maneira, são atuantes dentro da sociedade, além de marcar as comemorações do bicentenário Louis Braille (o criador do sistema da escrita Braille). Para mim este convite teve sabor muito especial. Vivi no Colégio de Cegos Padre Chico durante 7 anos. 7 anos de muita dedicação por partes das irmãs, professores e todos os profissionais que ali estavam juntos para melhor nos auxiliar e nos tornar pessoas dignas e úteis para a sociedade. Relembrando, parece que foi ontem que saí de lá. Fevereiro de 1992, tarde de domingo, fazia um lindo sol e cheia de espectativa, acabava de dar um importante passo em minha vida. Apesar de ter sido “deixada” pelos meus pais, ali seria o local onde viveria muitas histórias, aprenderia muito ao longo de 7 anos. Risadas, lágrimas, tristezas, alegrias, frustrações, sucesso, entre tantas coisas em 7 anos. Dezembro de 1999, e mais um passo a ser dado. Desta vez já contava 18 anos e mais uma etapa, mais um passo. Se há 7 anos atrás teria sido um passo importante, agora mais ainda, pois se tratava do passo da independência. A única coisa foi que não me contaram que de agora em diante eu caminharia com minhas próprias pernas e seria responsável por cada ato realizado. Antes eu já tinha responsabilidade, mas tinha a “proteção” das queridas irmãs e ainda me sentia de certa forma dentro do “ninho”. Março de 2009. Dez anos se passaram desde minha saída e tanta coisa aconteceu. Me casei, tive um filho, me separei, utilizava bengala, hoje tenho um cão-guia, enfim, muitas foram as mudanças. Embora foram dez anos, ao retornar hoje, me parecia que não foi tanto tempo assim.Enfim, muito ou pouco, o fato é que tenho muita gratidão por um lugar que me acolheu, me ensinou, me tratou como ser humano, respeitou os meus limites. Gratidão aos meus pais por confiar e me intregar integralmente nas mãos de verdadeiras mães que mesmo sem saberem de fato como é ter um filho na prática, desenvolveram o seu papel de maneira impecável... Tenho certeza de que hoje quando me deitar na cama e colocar minha cabeça no travesseiro, passará um filme em minha mente onde muitas cenas se repetirão e eu terei muitas saudades. Depois contarei algumas destas cenas em outros posts. Abraços e saudades, muitas saudades...
Escrito por juecharlie às 21h08
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Detalhes tão pequenos de uma mulher
Hei, alguém aí tem alguma solução para uma mulher instável e indecisa em sua vida? Quero pedir a ajuda de vocês queridos leitores. Era uma vez uma moça sonhadora. Esta moça sonhava em ter vários amigos, uma família linda, com filhos e um marido que a amasse muito. Deus, em sua infinita bondade, ouvindo certo dia os seus pedidos,resolveu atender lhe dando um homem que a amava muito, um filho lindo cheio de saúde e ao seu redor muuuuuuuuuitos amigos. Sua vida corria bem até que a primeira crise aconteceu. Veio a primeira, a segunda e muitas outras. Por ter encontrado o homem que muito a amava, sempre tentava lhe compreender em suas crises de transformações e instabilidades dentro do relacionamento. Por fim a mulher decidiu que o melhor era terminar com aquela angústia e cada um seguir seu destino. Agora de vida nova, caminho novo a seguir, tudo o que desejava era encontrar alguém que pudesse lhe aceitar, amar e compreender. Alguns dias, meses, anos se passaram até que novamente agraciada pela bondade do Criador, encontrou um novo amor. Tudo o que desejava. Disfrutou de momentos maravilhosos, gargalhou as mais bobas das piadas e finalmente se convenceu de que agora sim achara o homem de sua vida. É bem verdade que eram diferentes em vários aspectos, mas diz a lenda que os opostos se atraem, será? Não sei, porque neste momento, um passarinho verde me contou que de novo momentos de instabilidade e turbulentos se aproxima. Queridos, para que possamos ajudar esta moça indecisa, peço que me escrevam para juecharlie@bol.com.br ou deixem os seus comentários, afim de que eu possa escrever um texto revelando o resultado do público e esta pobre alma consiga finalmente se encontrar. Mande os seus relatos, se por acaso conhecem algo parecido, ou até mesmo passam poresta situação. Deixei o e-mail porque se alguém não se sentir avontade, não revelarei nada. Beijos e conto com vocês.
Escrito por juecharlie às 19h11
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Vôo TAM 3583
Muitos me perguntam como faço quando viajo de avião com o Charlie. Como para mim é algo comum, embarcamos e pronto, não havia me atentado de que este questionamento se tornava tão freqüente e curioso para quem nunca teve um contato de perto com cães-guias. Então para quem ainda tiver dúvidas, segue o exclarecimento. Nós vamos na cabine da aeronave sem ter que colocá-lo dentro daquelas caixas horrorosas. É isto mesmo. Charlie, e qualquer cão-guia embarca igualmente a nós passageiros humanos. Todos ficam encantados, afinal, não é todo dia que um cão pra lá de especial viaja dentro da cabine. Se o vôo não tiver lotado, a tribulação procura deixar os acentos ao lado desocupados, desta forma os nossos peludos tem mais comudidade para deitar no chão bem perto dos nossos pés. Eu normalmente gosto de ficar do lado da janela, pois desta maneira o príncipe se acomoda melhor ainda usando a parede do avião como encosto. Quando esta façanha não é possível, temos alguns vizinhos babões que fazem de tudo para puxar assunto e saber um pouco mais sobre o lindo trabalho desenvolvido por eles. É comum trocarmoscontatos, pois ficam tão interessados que por vezes passo o endereço do blog para que fiquem por dentro de nossas notícias. Além de todas estas comodidades, também temos direito de ir nas primeiras fileiras. Tem mais espaço. Outra pergunta frequente é se pagamos a passagem do cão. Não. Não pagamos nada, porque se trata de um cão de serviço e não de estimação. Não significa que não o estimamos, mas neste caso, ele tem um papel muito diferente dos outros cães. Na hora em que passamos no raio x, coloco tudo que tenho de bagagem nas bandejas e passamos juntos. Sempre apita, porque em seu equipamento está cheio de metal. Antes ficava ressabiada, pois imaginava vários olhares curiosos. Hoje é bem tranqüilo. Acho divertido passar e ouvir o alarme. Mas se pensam que passamos fácil desta, ledo engano, porque mesmo após termos atravessado temos de esperar para a inspeção manual. As reações por parte dos funcionários do aeroporto são variadas. Tem desde os que querem brincar até os que morrem de medo!!! E olha que ele tem uma carinha convidativa a receber muitos carinhos!!! Agora uma dica para quem tem um amigo de quatro patas como o meu e que também fica apreensivo durante o percurso. Apesar das nossas idas e vindas, Charlie fica muito agitado no pouso e decolagem. Imagino que isto se deva ao fato do ouvido sofrer algumas alterações a medida que mudamos de altitude. Quando retornamos no vôo 3583 da TAM, resolvi testar uma nova estratégia. Ofereci alguns biscoitos para ele. Acreditei que fazendo isto o ouvido dele não faria tanto zumbido e ele ficaria mais calmo. E não é que funcionou? Durante todo o trajeto ele ficou quietinho e sossegado. Como é que não fiz isto antes? Por isso que digo que nesta vida estamos sempre aprendendo e que a cada dia uma nova experiência acontece. Desta vez a apreensão ficou por minha conta. Fiquei extremamente tensa porque passamos por uma zona de instabilidade e o aparelho chacoalhava muito. Nunca havia passado nada igual. A comissária chegou a anunciar pelos autofalantes que devíamos permanecer em nossos acentos com os cintos afivelados porque aquela era uma zona de instabilidade. Minha mão suava, não via a hora de chegar. Leio muito sobre desastres aéreos e não tem como não ficar impressionada. Mas, logo passou e tudo voltou ao normal. Nem mesmo com todo o meu pânico e tantos chacoalhos Charlie se abalou. Dormia profundamente com direitos a suspiros e tudo. Desta vez viajava ao nosso lado uma moça muito tranqüila que procurou me transmitir muita calma enquanto tudo parecia que ia cair. Finalmente o comandante veio até o microfone dizer que tudo estava tranqüilo e que em pouco tempo chegaríamos ao nosso destino. Meu coração desacelerou, mas queria sentir que estava em terra firme. Logo o pouso foi anunciado e para minha tranqüilidade, chegamos sãos e salvos. Ainda de quebra reencontrei um colega que trabalha no mesmo prédio que eu trabalhei e enquanto as pessoas desembarcavam, ficamos conversando até que todos desceram e saímos sem tantos tumultos. Ufa!!!! Ainda bem que não passou de um grande susto e aqui estamos nós contando todos estes fatos!!! Beijos e lambeijocas do príncipe viajante...
Escrito por juecharlie às 16h31
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