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Blog de juecharlie
 


Vamos mudar de casa???

 

Skank - Vamos Fugir

 

Vamos fugir!

Deste lugar

Baby!

Vamos fugir

Tô cansado de esperar

Que você me carregue...

 

Vamos fugir!

Pr'outro lugar

Baby!

Vamos fugir

Pr'onde quer que você vá

Que você me carregue...

 

Pois diga que irá

Irajá, Irajá

Prá onde eu só veja você

Você veja a mim só

Marajó, Marajó

Qualquer outro lugar comum

Outro lugar qualquer...

Guaporé, Guaporé

Qualquer outro lugar ao sol

Outro lugar ao sul

Céu azul, Céu azul

Onde haja só meu corpo nu

Junto ao seu corpo nu...

 

Vamos fugir!

Pr'outro lugar

Baby!

Vamos fugir

Pr'onde haja um tobogã

Onde a gente escorregue...

 

Vamos fugir!

Deste lugar

Baby!

Vamos fugir

Tô cansado de esperar

Que você me carregue...

 

Pois diga que irá

Irajá, Irajá

Prá onde eu só veja você

Você veja a mim só

Marajó, Marajó

Qualquer outro lugar comum

Outro lugar qualquer...

Guaporé, Guaporé

Qualquer outro lugar ao sol

Outro lugar ao sul

Céu azul, Céu azul

Onde haja só meu corpo nu

Junto ao teu corpo nu...

 

Vamos fugir!

Pr'outro lugar

Baby!

Vamos fugir

Pr'onde haja um tobogã

Onde a gente escorregue...

 

Tô cansado de esperar

Que você me carregue

Todo dia de manhã

Flores que a gente regue...

Uma banda de maçã

Outra banda de reggae...

 

Tô cansado de esperar

Que você me carregue

Todo dia de manhã

Flores que a gente regue...

oooo ... ooo ..

 

Uma banda de maçã

Outra banda de reggae...

 

Gosto muito desta música e então resolvi utilizar para dizer que estamos de casa nova!!!

É isto mesmo gente! Lembram que eu disse que mudaria o endereço e teria um canto acessível a todos que fosse lá me visitar? Pois é, promessa é dívida e aqui estou para contar qual é o endereço da nova morada!!!

Se liguem aí e anotem direitinho. Lápis e papel na mão para não perder nenhum detalhe.

HTTP://www.domvirt.com.br

Este espaço foi cedido gentilmente pelo amigo Luiz Eduardo que é um gênio por este mundo de programação. Um dia quando crescer vou ser igual que nem, rsrsrrsrsrs.

Então aguardo todos por lá!

Ando meio desanimadinha de escrever, mas prometo que já postarei alguma novidade

por lá.

Afinal, vocês me farão compania, não é mesmo?

Beijinhos e esta é minha última mensagem por aqui...

 



Escrito por juecharlie às 18h46
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Nem um dia


N
em um dia

 

Composição: Djavan

Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá
em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá
em você
E tudo me divide.

Longe da felicidade e todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores

Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você

E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris.

Gosto muito de músicas. Para mim músicas são como grandes baús que abrem tampas com várias histórias cheias de sentimentos, sensações que nos faz viajar por cada acorde.

HojeAo acordar, não encontrei um lindo dia de sol, mas sim um dia em que me fez vir aqui e compartilhar algunspensamentos, letra de músicas e viajar pelas palavras.

O dia está nublado. Me convida a fazer reflexões, repassar a vida que tenho atualmente, agradecer pelos grandes amigos que tenho e chegar que apesar dos atropelos, sou muito feliz.

Escolhi a letra acima por descrever muito do meu estado de espírito hoje (segunda-feira, 6/04/2009).

Agora deixarei por fim uma outra letra que também gosto muito e fala um pouco sobre os sentimentos da Ju.

 

Oceano

Djavan

Composição: Djavan

Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão,
Dava prá ver o tempo ruir
Cadê você?
Que solidão!
Esquecera de mim?

Enfim,
De tudo o que
Há na terra
Não há nada
em lugar
Nenhum!
Que vá crescer
Sem você chegar
Longe de ti
Tudo parou
Ninguém sabe
O que eu sofri...

Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor...

Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua
em mim
E eu oceano
E esqueço que amar
É quase uma dor...

Só sei viver
Se for por você!


Que bom que existem as músicas para traduzir nossos sentimentos.

Escolhi neste nmomento as que me atendem nesta manhã de garoa e vento gelado.

 

Abraços..



Escrito por juecharlie às 11h39
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SALVE-SE QUEM PUDER!!!

 Oi gente, apesar do título do meu post, vou aproveitar para contar que este final de semana conheci um blog muito legal!!! Aliás, legal não, muito bacana e divertidíssimo!!!

Para quem não conhece, dê uma passadinha no http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br

Façam uma visitinha e vejam que o cara é show!! De maneira divertida e linguagem simples, transmite para nós que estamos do lado de cá uma fidelidade namensagem que deseja passar!

Bem, mas como eu ia contar para vocês, hoje passei por uma experiência, que não foi das melhores!!! Como já sabem, estou trabalhando numa consultoria de inclusão HTTP://www.movimentoincluir.com.br e hoje foi mais um dia de treinamento numa empresa.

Então os convido a visualizarem as seguintes cenas. 5:35 E O relógio toca. Ai que preguiça. Penso um pouco sobre as atividades do dia, dou uma esticada, viro para um lado para o outro e não tem jeito, tenho que levantar.

Ok, abro o guarda-roupa, pego uma blusa, fico em dúvida quanto sua cor e então escolho uma calça preta, porque pelo menos se for uma cor que não combine com marron por exemplo, não fica tão esdrúxulo.

Em seguida vou para o chuveiro e tomo aquele banho, hum que delícia tomar banho logo pela manhã.

Faço minhas rotinas com o Charlie como dar comida, levar para fazer suas necessidades e lá vamos nós tentar pegar um ônibus que nos caiba.

Dou sinal para a primeira lotação e nada. Passa direto. “Ai que raiva, de adiantada, vou ficar atrasada”...

Passa a segunda e de novo nem faz mensão de parar, deve ter gente até pelo teto, não é possível!!!!

Quando estou quase desanimada, achando que vou chegar na hora do almoço no treinamento, rsrs, vem um ônibus generoso lotado, mas como coração de mãe, coube mais um, ops, quer dizer, mais 2, Charlie e eu.
Sentada naquele banquinho da frente que mal dava para encaixar minhas pernas, tive de dar um jeito que coubesse pelo menos a pata do Charlie. Aperta daqui, aperta dali e ufa!!! Estamos chegando no local que quem sabe podemos pegar um outro menos cheio. Eu poderia continuar o caminho e descer na estação de metrô, mas dadas as condições precárias em que nos encontrávamos, era melhor descer pelo caminho e tentar um menos cheio. Dito e feito, descemos e pegamos um beeeeeeem mais vazio. Milagre!!!

Finalmente chegamos na estação e agora eu já saberia que seria um Deus nos acuda para entrar no metrô. Fui para a ponta da estação, porque diz a lenda que o primeiro vagão é destinado para pessoas com deficiência, gestantes e idosos, mas diz a lenda mesmo, porque se for assim, nooooooooossa, como tem gente nestas condições, Né?

O vagão é megalotado e para conseguirmos uma vaguinha normalmente temos que esperar por vários metrôs até que venha um decente.

Desta vez eu não podia esperar, se tivesse um espacinho para colocar as nossas patas, tentaríamos nos infiltrar, hehehe.

E assim foi feito. Veio o metrô e na primeira tentativa conseguimos. Vocês devem estar pensando: “Que sorte! Metrô vazio!” Ledo engano meus queridos, só tinha um espaço para nós mesmo. Nem eu acreditei que estava ali dividindo um mesmo espaço com alguns corpos. Quem disse que um mesmo espaço não pode ser dividido por vários corpos? Acho que esta Lei já está ultrapassada, rsrsrs...

Bem, mas enfim, chegamos na estação Sé.

Para descer não precisamos fazer muito esforço. Só foi deixar o corpo mole que o pessoal se encarregou do resto. Acho que até quem não queria descer ali estava sujeito a ficar por lá mesmo.

Enfim, mais uma etapa concluída e reta final!!!!

Encontro um amigo que é funcionário do metrô. Na verdade nos tornamos amigos da época em que eu utilizava bengala e os serviços dos funcionários para me levar até os destinos que eu desejasse. Ainda bem que não dependo mais, porque este assunto merece um post contando as horas de raiva por esta dependência.

Mas, voltando, falei com o amigo e ele me ensinou o caminho do elevador. Me disse que se eu o pegasse ficaria na plataforma central e para embarcar seria moleza. Eu logo aceitei, porque afinal, era minha chance de ganhar o tempo que havia perdido por esperar uma lotação menos lotada, rsrs.

Imaginei que ali estaria apenas eu ou mais alguém que de fato precisasse do meio para conseguir entrar com mais tranqüilidade na outra lata de sardinha. Porém, contudo, entretanto, todavia, não foi assim. Acho que de todos, só eu tinha deficiência e estava no direito de utilizar do bendito elevador.Ok, mas entre pensamentos e reivindicações, chegamos a plataforma indicada e logo veio um metrô!!! Noooossa! Que rápido!!!

Entrei e nem acredito! Um lugar bem vazio!!! De repente foi como se as porteiras do curral tivesse sido abertas. Sem que eu pudesse respirar e pensar em achar um lugar para se sentar, eis que Charlie corre sérios riscos de ficar para fora!!!

Pense num braço quase saindo do corpo. Seria cômico se não fosse trágico. Pessoas de todos os lados gritando que ali tinha uma pessoa com deficiência, para pararem de empurrar e nada... Até que uma pobre alma me puxa e finalmente nos encaixamos num banto e nos sentamos. Ufaaa! Que alívio. Daí uma senhora me diz a seguinte frase: “Eles tinham que estar em outro lugar, não aqui que é lotado”. – se referindo a mim - Aí gente não agüentei!!! Estava para explodir e então só respondi que não precisava de nada especial desde que as pessoas fossem educadas e mais conscientes...

Juro quetentei, mas não deu para segurar...

E entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Por mais que eu passei por momentos terríveis, não estraguei o meu dia. Afinal, dali poucos minutos eu contaria para algumas pessoas como era a vida de uma pessoa com deficiência. Tinha e tenho esperança de que sempre formamos agentes que multiplicarão o conhecimento e contribuirá para uma sociedade mais educada, um pouco melhor.

Gente, mas não posso deixar de contar que por um minuto me veio o pensamento de que seria ótimo que os nossos políticos e também algumas pessoas maleducadas pudesse utilizar os transportes no horário de pico sentado numa cadeira, utilizando uma bengala ou até mesmo um cão-guia. Fica aqui o convite, se alguém quiser se aventurar...

 

Abraços e tenho esperança de que um dia chegamos lá... Só não sei onde...

  



Escrito por juecharlie às 19h10
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Fortes emoções

 

 Quando eu estou aqui

Eu vivo esse momento lindo

Olhando pra você

E as mesmas emoções

Sentindo...

 

São tantas já vividas

São momentos

Que eu não me esqueci

Detalhes de uma vida

Histórias que eu contei aqui...

 

Amigos eu ganhei

Saudades eu senti partindo

E às vezes eu deixei

Você me ver chorar sorrindo...

 

Sei tudo que o amor

É capaz de me dar

Eu sei já sofri

Mas não deixo de amar

Se chorei ou se sorri

O importante

É que emoções eu vivi...

 

São tantas já vividas

São momentos

Que eu não me esqueci

Detalhes de uma vida

Histórias que eu contei aqui...

 

Mas eu estou aqui

Vivendo esse momento lindo

De frente pra você

E as emoções se repetindo

Em paz com a vida

E o que ela me trás

Na fé que me faz

Otimista demais

Se chorei ou se sorri

O importante

É que emoções eu vivi...

 

Se chorei ou se sorri

O importante

É que emoções eu vivi...()

Roberto Carlos – Emoções

 

Queridos, resolvi começar com esta letra, pois ela por inteiro já diz por si só.

Hoje tive fortes emoções pela manhã que já bastam por uma década.

Ainda não citei aqui os momentos dourados que vivi dentro de uma escola. É bem verdade que era em regime de internato, mas hoje consigo compreender claramente que muitas das coisas, porque não dizer maioria, se fez necessário para o meu alicerce e construção de quem sou atualmente.

Há mais ou menos um mês havia sido convidada para participar de uma mesa redonda onde o objetivo foi homenagear as mulheres cegas que de certa forma cada uma a sua maneira, são atuantes dentro da sociedade, além de marcar as comemorações do bicentenário Louis Braille (o criador do sistema da escrita Braille).

Para mim este convite teve sabor muito especial.

Vivi no Colégio de Cegos Padre Chico durante 7 anos. 7 anos de muita dedicação por partes das irmãs, professores e todos os profissionais que ali estavam juntos para melhor nos auxiliar e nos tornar pessoas dignas e úteis para a sociedade.

Relembrando, parece que foi ontem que saí de lá.

Fevereiro de 1992, tarde de domingo, fazia um lindo sol e cheia de espectativa, acabava de dar um importante passo em minha vida.

Apesar de ter sido “deixada” pelos meus pais,  ali seria o local onde viveria muitas histórias, aprenderia muito ao longo de 7 anos.

Risadas, lágrimas, tristezas, alegrias, frustrações, sucesso, entre tantas coisas em 7 anos.

Dezembro de 1999, e mais um passo a ser dado. Desta vez já contava 18 anos e mais uma etapa, mais um passo. Se há 7 anos atrás teria sido um passo importante, agora mais ainda, pois se tratava do passo da independência.

A única coisa foi que não me contaram que de agora em diante eu caminharia com minhas próprias pernas e seria responsável por cada ato realizado.

Antes eu já tinha responsabilidade, mas tinha a “proteção” das queridas irmãs e ainda me sentia de certa forma dentro do “ninho”.

Março de 2009. Dez anos se passaram desde minha saída e tanta coisa aconteceu. Me casei, tive um filho, me separei, utilizava bengala, hoje tenho um cão-guia, enfim, muitas foram as mudanças.

Embora foram dez anos, ao retornar hoje, me parecia que não foi tanto tempo assim.Enfim, muito ou pouco, o fato é que tenho muita gratidão por um lugar que me acolheu, me ensinou, me tratou como ser humano, respeitou os meus limites.

Gratidão aos meus pais por confiar e me intregar integralmente nas mãos de verdadeiras mães que mesmo sem saberem de fato como é ter um filho na prática, desenvolveram o

seu papel de maneira impecável...

Tenho certeza de que hoje quando me deitar na cama e colocar minha cabeça no travesseiro, passará um filme em minha mente onde muitas cenas se repetirão e eu terei muitas  saudades.

Depois contarei algumas destas cenas em outros posts.

 

Abraços e saudades, muitas saudades...

 



Escrito por juecharlie às 21h08
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Detalhes tão pequenos de uma mulher

Hei, alguém aí tem alguma solução para uma mulher instável e indecisa em sua vida?

Quero pedir a ajuda de vocês queridos leitores.

Era uma vez uma moça sonhadora. Esta moça sonhava em ter vários amigos, uma família linda, com filhos e um marido que a amasse muito.

Deus, em sua infinita bondade, ouvindo certo dia os seus pedidos,resolveu atender lhe dando um homem que a amava muito, um filho lindo cheio de saúde e ao seu redor muuuuuuuuuitos amigos.

Sua vida corria bem até que a primeira crise aconteceu. Veio a primeira, a segunda e muitas outras. Por ter encontrado o homem que muito a amava, sempre tentava lhe compreender em suas crises de transformações e instabilidades dentro do relacionamento. Por fim a mulher decidiu que o melhor era terminar com aquela angústia e cada um seguir seu destino. Agora de vida nova, caminho novo a seguir, tudo o que desejava era encontrar alguém que pudesse lhe aceitar, amar e compreender. Alguns dias, meses, anos se passaram até que novamente agraciada pela bondade do Criador, encontrou um novo amor. Tudo o que desejava.

Disfrutou de momentos maravilhosos, gargalhou as mais bobas das piadas e finalmente se convenceu de que agora sim achara o homem de sua vida.

É bem verdade que eram diferentes em vários aspectos, mas diz a lenda que os opostos se atraem, será?

Não sei, porque neste momento, um passarinho verde me contou que de novo momentos de instabilidade e turbulentos se aproxima.

Queridos, para que possamos ajudar esta moça indecisa, peço que me escrevam para juecharlie@bol.com.br ou deixem os seus comentários, afim de que eu possa escrever um texto revelando o resultado do público e esta pobre alma consiga finalmente se encontrar.

Mande os seus relatos, se por acaso conhecem algo parecido, ou até mesmo passam poresta situação. Deixei o e-mail porque se alguém não se sentir avontade, não revelarei nada.

Beijos e conto com vocês.



Escrito por juecharlie às 19h11
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Vôo TAM 3583

 

Muitos me perguntam como

faço quando viajo de avião com o Charlie.

Como para mim é algo comum, embarcamos e pronto, não havia me atentado de que este questionamento se tornava tão freqüente e curioso para quem nunca teve um contato de perto com cães-guias. Então para quem ainda tiver dúvidas, segue o exclarecimento.

Nós vamos na cabine da aeronave sem ter que colocá-lo dentro daquelas caixas horrorosas.

É isto mesmo. Charlie, e qualquer cão-guia embarca igualmente a nós passageiros humanos. Todos ficam encantados, afinal, não é todo dia que um cão pra lá de especial viaja dentro da cabine.

Se o vôo não tiver lotado, a tribulação procura deixar os acentos ao lado desocupados, desta forma os nossos peludos tem mais comudidade para deitar no chão bem perto dos nossos pés. Eu normalmente gosto de ficar do lado da janela, pois desta maneira o príncipe se acomoda melhor ainda usando a parede do avião como encosto.

Quando esta façanha não é possível, temos alguns vizinhos babões que fazem de tudo para puxar assunto e saber um pouco mais sobre o lindo trabalho desenvolvido por eles. É comum trocarmoscontatos, pois ficam tão interessados que por vezes passo o endereço do blog para que fiquem por dentro de nossas notícias.

Além de todas estas comodidades, também temos direito de ir nas primeiras fileiras. Tem mais espaço.

Outra pergunta frequente é se pagamos a passagem do cão. Não. Não pagamos nada, porque se trata de um cão de serviço e não de estimação. Não significa que não o estimamos, mas neste caso, ele tem um papel muito diferente  dos outros cães.

Na hora em que passamos no raio x, coloco tudo que tenho de bagagem nas bandejas e passamos juntos. Sempre apita, porque em seu equipamento está cheio de metal. Antes ficava ressabiada, pois imaginava vários olhares curiosos. Hoje é bem tranqüilo. Acho divertido passar e ouvir o alarme.

Mas se pensam que passamos fácil desta, ledo engano, porque mesmo após termos atravessado temos de esperar para a inspeção manual. As reações por parte dos funcionários do aeroporto são variadas. Tem desde os que querem brincar até os que morrem de medo!!! E olha que ele tem uma carinha convidativa a receber muitos carinhos!!!

Agora uma dica para quem tem um amigo de quatro patas como o meu e que também fica apreensivo durante o percurso.

Apesar das nossas idas e vindas,

Charlie fica muito agitado no pouso e decolagem. Imagino que isto se deva ao fato do ouvido sofrer algumas alterações a medida que mudamos de altitude. Quando retornamos no vôo 3583 da TAM, resolvi testar uma nova estratégia. Ofereci alguns biscoitos para ele. Acreditei que fazendo isto

o ouvido dele não faria tanto zumbido e ele ficaria mais calmo. E não é que funcionou? Durante todo o trajeto ele ficou quietinho e sossegado. Como é que não fiz isto antes? Por isso que digo que nesta vida estamos sempre aprendendo e que a cada dia uma nova experiência acontece.

Desta vez a apreensão ficou por minha conta. Fiquei extremamente tensa porque passamos por uma zona de instabilidade e o aparelho chacoalhava muito. Nunca havia passado nada igual. A comissária chegou a anunciar pelos autofalantes que devíamos permanecer em nossos acentos com os cintos afivelados porque aquela era uma zona de instabilidade. Minha mão suava, não via a hora de chegar. Leio muito sobre desastres aéreos e não tem como não ficar impressionada. Mas, logo passou e tudo voltou ao normal. Nem mesmo com todo o meu pânico e tantos chacoalhos Charlie se abalou. Dormia profundamente com direitos a suspiros e tudo.

Desta vez viajava ao nosso lado uma moça muito tranqüila que procurou me transmitir muita calma enquanto tudo parecia que ia cair.

Finalmente o comandante veio até o microfone dizer que tudo estava tranqüilo e que em pouco tempo chegaríamos ao nosso destino.

Meu coração desacelerou, mas queria sentir que estava em terra firme.

Logo o pouso foi anunciado e para minha tranqüilidade, chegamos sãos e salvos.

Ainda de quebra reencontrei um colega que trabalha no mesmo prédio que eu trabalhei e enquanto as pessoas desembarcavam, ficamos conversando até que todos desceram e saímos sem tantos tumultos.

Ufa!!!! Ainda bem que não passou de um grande susto e aqui estamos nós contando todos estes fatos!!!

 

Beijos e lambeijocas do príncipe viajante...



Escrito por juecharlie às 16h31
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E ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

Por que será que esiste o preconceito?

Alguém sabe me dizer? Baseado em que temos determinados comportamentos discriminando pessoas que julgamos inferiores a nós e disserminando inverdades sobre elas?

Não tenho o objetivo de passar uma idéia de muro de lamentações, mas contar um pouco de como é do lado de cá.

No post anterior, contei que mudei de rota profissional, mas não expliquei muito bem no que consiste esta mudança.

Antes trabalhava numa grande empresa, hoje faço parte de uma consultoria que promove a inclusão dentro do ambiente corporativo, trazendo reflexões a cerca da diferença, orientando na acessibilidade do espaço físico, entre outras atividades.

Emtão pouco tempo neste ramo de atividade, pude notar o quanto as pessoas ainda são resistentes a mudanças e não só isto, morrem de medo do desconhecido.

Se pudesse desenhar a minha vivência, traçar passo a passo do meu dia-a-dia, imagino que nestas linhas não mudaria praticamente nada diante o desenho de uma pessoa que não tem deficiência, não deixando de levar em conta a nossa limitação.

Compreendo perfeitamente a dificuldade daqueles que nunca tiveram a oportunidade de conviver com uma pessoa cega, que utilize cadeiras de rodas para se locomover, ou até mesmo que tenha outro tipo de deficiência, mas sinceramente, ainda não consigo entender o que leva uma pessoa a não conhecer pelo menos a respeito para ter um certo embasamento sobre o assunto. É fato que mesmo com milhares de treinamentos, exclarecimentos, é muito difícil atingir a raíz do preconceito. Lógicamente que levamos em conta os fatores como educação familiar, escolar, meio em que viveu para então chegarmos no indivíduo de hoje que tem uma grande barreira e resistência para conhecer algo que é diferente do seu universo.

Não posso negar que fico extremamente insatisfeita e por vezes nervosa quando noto uma resistência muito grande por parte do profissional de determinada empresa que não quer aceitar em seu quadro de funcionários uma pessoa que tem esta ou aquela deficiência, alegando não ter o preparo necessário para recebê-los.

Esta semana estive numa empresa e a moça que ouvia a nossa proposta nos disse que ali nunca havia trabalhado uma pessoa cega. Então endagamos o porquê e tal como eu imaginava, por puro desconhecimento. Nos contou que para aceitar uma pessoa cega eles deveriam adaptar um monte de coisas e quando envestigamos a fundo, descobrimos que a tal das adaptações se resumia a compra de um softwer.

Vejam que simples queridos leitores. Não estou aqui para crucificar esta moça, mas pensem que faltou criar possibilidades.

Outro dia, conversando com a minha amiga, (a que está junto nesta empreitada de empregabilidade), me contou que tem um banco que se não o primeiro, um dos primeros a empregar pessoas com síndrome de down.Vejam bem, se eles não criassem alternativas, jamais teriam a  chance de conhecer estes profissionais. Não falo isto porque eles tem a síndrome, mas sim porque são profissionais tão capazes quanto.

Resolvi escrever algo voltado para este tema, pois percebo que é muito difícil de “enfiar” nas cabeças das pessoas que ter uma deficiência não é sinônimo de incapacidade, não eficiência.

Hoje até abordei esta questão com uma das gestoras que fechava alguns perfis de vagas. Ela se quixava justamente dos outros gestores que resistiam a contratação destes profissionais.Então lhe disse que talvez o grande problema estava porque alguns deles ainda pensam que contratar uma pessoa com deficiência, terá de contratar mais uma para dar conta do recado. Não compreenderam que neste momento acabam de integrar a sua equipe a mais um profissional competente independente de ter ou não deficiência

física, sensorial ou intelectual.

Mas, entretanto, todavia, eu ainda acredito em mudanças...

E assim caminha a humanidade.

 

Abraços inclusivos e esperançosos...



Escrito por juecharlie às 09h33
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VOLTEI!!!

 

Olá queridos leitores, finalmente depois de um mlongo e tenebroso inverno voltei!!!! Por favor queiram nos perdoar pelo sumisso, mas contarei tudo a seguir e tenho certeza de que serei compreendida!!!

Este ano para mim já começou com muitos desafios, escolhas para fazer, caminhos novos parapercorrer. Há duas semanas abri mão do meu emprego antigo para abraçar novos desafios e adivinham? Estou adorando!

Há algum tempo acalentava o sonho de trabalhar com inclusão das pessoas com deficiência nas empresas. Fazer treinamentos de sensibilização entre os funcionários e dismitificar  vários conceitos que impede que a contratação aconteça.

Pois bem, saí da empresa onde trabalhava no dia 6 com o projeto na cabeça, mas ainda nenhum lugar definido para colocá-lo em prática. Acreditava que algo de muito bom estaria para acontecer, e realmente aconteceu!!! Na semana seguinte uma amiga marcou uma reunião comigo e o resultado é que agora trabalhamos juntas na realização deste sonho. Ela já tinha a consultoria, já fazia os trabalhos que eu desejava e então, desde a semana de nossa reunião, começamos a trabalhar juntas! Não é o máximo?! Eu sabia que não estaria desamparada, algo aconteceria conforme havia dito para vocês no começo.

Agora tudo o que tenho a dizer é que estou muito feliz e que tenho mais ainda para contar para vocês. Talvez eu não escreva com tanta freqüência de antes, mas com certeza pelo menos a cada 2 dias. Com todas as nossas visitas, entre idas e vindas passarei  aqui e contarei um fato novo. Já tenho alguns, mas estes ficarão para o próximo post, prometo!

Espero que não suma deste espaço também, pois não os abandonarei, apenas estava colocando a vida em ordem, para vir aqui e contar com riqueza de detalhes o meu novo momento, minha nova experiência de trabalho.

 

Abraços e até a próxima!!



Escrito por juecharlie às 09h18
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Olá!!!

 

Olá queridos amigos leitores. Sumi, eu sei. Prometi as fotos do eu pequeno e ainda não postei. Tudo bem, antes de ser crucificada, posso dar minhas razões e imagino que serão aceitas.

Em relação as fotografias, ainda não postei porque preciso de ajuda de uma outra pessoa devido o site não ter tanta acessibilidade neste sentido. Mas, uma boa notícia! Em breve mudaremos de endereço. Simm. Por questões de acessibilidade, transportarei os nossos testos para um site onde seja não só acessível para mim que posta as mensagens, mas também para os nossos amigos que assim como eu são cegos e vamos combinar que ter que digitar uma imagem para confirmar o comentário é o fim da picada, NE?Não posso continuar num meio onde não é inclusivo.

O segundo motivo do sumisso, claro que foi o ocarnaval. . Me permiti esquecer um pouco da vida e cair na folia. Bem, não foi uma folia como estão imaginando, mas uma folia a minha maneira. Ao contrário dos desfiles cheios de muita agitação das marchinhas do carnaval de rua, tudo o que eu quis foi muito sossego e paz ao meu espírito. Não sou fã do carnaval em si, mas muito fã e amiga do feriado que ele nos proporciona.

Aproveitei para viajar, namorar, assistir a 2 filmes, conhecer pessoas e rever amigos. Foi uma delícia!!!

Mas, contudo, entretanto, todavia, quarta-feira de cinzas chegou e  às 12:00 lá estávamos nós apostos para pelo menos uma metade da jornada.

Hoje ainda é o começo da semana e tenho certeza que até o fim dela postarei muitas novidades para vocês. Vou contar um pouco sobre o meu feriado em detalhes e colocarei umas opiniões polêmicas, rsrsrs.

Então se conecte para ficar por dentro de nossas notícias!!!!

 

Abraços e ótima semana a todos...

 



Escrito por juecharlie às 21h58
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Falando ao coração

“Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”!!!

 Certa vez iniciei um post com esta frase. Hoje não poderia deixar de reutilizar do mesmo recurso, pois foi exatamente estas as sensações que pude vivenciar. Sorri e chorei muuuuuuuuuuuuito.... Acabei de assistir ao filme Marley e eu e já podem imaginar como estou fragilizada por dentro. Quem Leo o livro ou assistiu ao filme, sabe muito bem do que estou falando.O filme é constituída de muitas cenas interessantes e engraçadas, mas quando chega no final, ah.... Este é o x daquestão. Não vou contar aqui como termina nem como é, até porque não quero ser aquela chata que diz assim: “Você já assistiu a tal filme? Pois bem, ele termina desta forma e bla, bla, bla”...

Mas, tudo o que posso dizer é que voltei na certeza de que amo muito o meu príncipe. Eu já sabia disto, mas a cada dia que passa este carinho, cumplicidade, enfim, todos os sentimentos crescem tanto que ao simples fato de tentar imaginar no momento de substituí-lo me corta o coração. Sei que falta muito tempo, mas este é implacável e me assusta por demais.

Estas crianças caninas são tão importantes em nossas vidas que só quem tem ou faz parte desta história pode compreender o tamanho da ligação que criamos ao longo destes anos.

Por isso, sei que movida pela emoção, mas não deixando de dizer averdade, aproveito o ensejo para agradecer ao José Hotávio e as outras pessoas que de forma direta e indireta muito contribui para que este sonho se torne mais e mais real na vida de  tantas pessoas que espera ansiosamente em ter um dia-a-dia mais independente e seguro. Também aproveito para pedir que aqueles que senindentifique com a nobre causa, embarque conosco na grande possibilidade de tornar pessoas felizes e realizadas com os seus lindos companheiros de 4 patas e 2 olhos bem atentos para guiar por este mundo a fora.

Me entristesse muito o fato de saber que poucos são os que ainda se interessam por este projeto, mas com um pensamento bem positivo, confio que um dia não passaremos por tais dificuldades. Podemos passar por outras, mas por estas não, porque teremos mais e mais pessoas que apostam e acreditam neste sonho.

 

Abraços emocionados e confiante num mundo melhor e mais justo.

 

Ju e o Príncipe Charlie (a bolinha de pêlos mais encantadora de toda minha vida).

 



Escrito por juecharlie às 22h14
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O grande dia!!!

E finalmente chegou o grande dia!!!!

Segunda-feira, 15/03/2004, acordei pela manhã e tinha alguns exames para realizar.

Havia estado no consultório da minha médica na quinta anterior e como se aproximava a data e nada do mocinho mostrar sinais, ela me pediu dois exames para certificar que estava tudo bem e na semana seguinte voltaria em seu consultório e do dia  20  de março não passava, marcamos ali mesmo a cesária para garantir.

Mas agora voltando ao dia 15, acordei bem cedo e lá fui eu com a avó paterna do gian para o laboratório realizar os exames.

Após pegar o resultado, fui informada de que deveria passar os exames para a Dra. Avaliar, porque o líquido estava baixo e se ela achasse que já era a hora, eu deveria me preparar. Passamos o fax e qual não é a minha surpresa quando recebo a notícia que deveria ir para casa,, tomar um banho e pegar nossas malinhas e seguir rumo ao hospital.

Confesso que o coração disparou. Foi um misto de emoção com medo, mas enfim, já estava no caminho para finalmente sentir em meus braços aquele que a 9 meses ocupava minha barriga e dava sinais de que estava ali com seus chutes e entradas por debaixo das minhas costelas.

Liguei para o pai dele e no caminho o pegamos para juntos irmos conhecer o nosso filhote.

Nenhum sinal de dor nem contração. Tudo parecia normal.

Chegamos no hospital por volta das 15:00 e enquanto fazia a ficha, o coração mais acelerado ainda. Pronto, já estava mais perto do que nunca. Entrei para sala de pré-parto e comecei a responder ao questionário, mas tudo o que desejava era subir logo para a sala de parto. Eu não tinha nada de dilatação. Para não dizer que não tinha nada, tive apenas um dedo. Para que o parto fosse normal, eu teria de ter 10 dedos e então, sem chances, ainda mais com o líquido baixo, não poderia vacilar.

Me conduziram até a sala cirúrgica e comecei a chorar. Era muita emoção para uma só pessoa. Todos me desejavam boa sorte, que não era para chorar, ia dar tudo certo e lá fui eu, quer dizer, lá fomos nós.

Tudo pronto, eu na mesa cirúrgica e na sala um som ambiente com músicas calmas e o anestesista me contando todos os seus passos. Me dizia que preparava a anestesia, que iria me aplicar e que eu sentiria uma dormência apenas da cintura pra baixo e que logo estaria tudo bem e meu filho em meus braços.

O pai do Gian esteve o tempo todo ao meu lado. Segurava a minha mão, falávmos de futebol, que ele torceria para o São Paulo e o pai dizendo que não, que seu filho seria santista e bla, bla, bla, quando de repente: “gente vai nascer”! Este foi o grito da médica que logo deu lugar para um chorinho alto e forte!!!!

Eu só senti uma pressão forte em minha barriga e meu Deus!!! Finalmente meu filho!!!!!

Até hoje quando paro para relembrar, tenho a nítida sensação de sentir o seu frágil corpinho em meus braços e o seu choro que ecoava por toda a sala. Gente, foi lindo, foi maravilhoso a sensação de ser mãe. Não poderia vê-lo é bem verdade, mas poderia tocá-lo, sentir seus bracinhos, perninhas, cabeça, enfim, ouvir sua respiração, ver de muitas outras maneiras.

O papai aproximou o seu rosto do dele e disse que éramos nós, os seus pais... Ele deu uma pausa na gritaria e logo retomou.

Passados alguns minutos, ele foi para a UTI nelnatal e eu para a sala de recumperação. Nem preciso dizer que não via a hora de estar com ele novamente e ouvir seus sons.

Me contaram que ele estava quietinho, que um semblante muito calmo havia instalado em sua face e nem se parecia com aquele chorão do momento do nascimento.

E esta foi a entrada do meu príncipe Gian num mundo totalmente maluco....  Gianluca era o nome do novo habitante deste planeta que chegou com 3,125 kg e medindo 48 cm.

Logo mais postarei fotos para que conheçam a carinha deste menino que só preenche a minha vida de muita felicidade!!!

 

Abraços de uma mãe baboooooooooooooona!!!



Escrito por juecharlie às 10h52
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Momento ultrasom

E finalmente saberíamos se iríamos ter um príncipe ou uma princesa.

Aos 4 meses de gestação marcamos o ultrasom que podia revelar o sexo do baby.

Pais babões, chamamos um casal de amigos para nos acompanhar neste dia que sem dúvida tinha um sabor especial.

Meu coração acelerado, a espectativa da revelação...

Entro na sala. Faço a preparação. Converso nervosamente com os meus acompanhantes. O médico entra.

Tum! Tum! Tum! Tum!!!!!

De repente começamos a ouvir um coraçãozinho pulsando fortemente!!!!

Quanta emoção!!! Seria ele valente cheio de coragem para vir a este mundo? Ou será que seria ela de personalidade forte mas frágil com seus encantos?

Então o médico interrompe o que era apenas o som daquele coraçãozinho forte e diz que vamos ter um menino!!!!

Quanta felicidade!!!!!

Queria sair dali correndo e contar para todos que seria mãe de um menino gigante!!!

Infelizmente não podia visualizar o rostinho do meu filho através da televisão, mas eu podia algo muito melhor. Podia senti-lo em minha barriga!!! Sentia seus chutinhos, suas viradas de lá e para cá. Entrar por debaixo de minhas costelas e me tirando o ar. Sentia seus pezinhos me empurrando e mais parecia que ia atravessar o meu estômago e sair pela boca.

Eu estava feliz. Todos ali estavam felizes. Um menino!!!!

Eu sou filha única e mal podia esperar para contar para os meus pais que um principezinho faria parte da família!!!

Antes de saber o sexo, tinha alguns nomes em mente. Se fosse menina, gostava de Beatriz, Bianca, mas o campeão era Nicole.

Quando o assunto era menino, ó! Que dúvida cruel!!!

Pensava em Patrick, Gustavo, Guilherme e tinha um nome em especial que me chamava a atenção.

 Na adolescência uma amiga tinha um CD da cantora Deborah Blando cujo qual gostávamos muito. Este CD tinha uma música com uma letra maravilhosa. A música chamava-se Gianluca. Era um nome diferente e bonito ao mesmo tempo. Gostei. Um dia ela estava com preguiça de fazer lição e com muita dor no coração me deu o CD em troca de que lhe fizesse a tarefa. Aceitei de imediato, porque adorava aquele CD principalmente pela faixa 10, Gianluca.

Ouvi o Cd por muitas vezes e quando estava grávida, este era um dos nomes cogitados para colocar no mais novo príncipe.

Antes de saber o sexo, comentei com um colega italiano (que havia conhecido em um dos eventos do Grupo Terra), que desejava colocar Nicole se fosse menina e caso menino, ainda tinha uma dúvida entre os nomes que já citei acima e Gianluca. Bem, já podem imaginar a campanha  que ele fez para que nós colocássemos Gianluca em se tratando de um menino.

E assim foi feito, por lembrar da música de adolescência e a opinião do amigo italiano, anunciamos para todos que dentro de 5 meses teríamos em nosso convívio um anjo que se chamaria Gianluca.

Abaixo letra da música da Deborah Blando. Sem dúvida que ela traduz tudo aquilo que sinto pelo meu filho.

Filho, és meu anjo, meu amor, parte de mim, minha vida.

Te amo!!!

Beijo grande da mamãe...

 

Gianluca (Letra).

 

type="text/javascript"> src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js" type="text/javascript">Gianluca meu anjo
Me guarda no teu pensamento
Te amo muito além do tempo
E nunca vou te deixar
Me leva no teu movimento
Na minha alma eu te acalento
E quando algum dodói te machucar
Chama o teu anjinho pra passar
Tu és a força do perdão
O dom da cura nas tuas mãos
Lembra que onde for que tu tocar
Faz com a tua pureza melhorar
Deus te trouxe um sonho bom
Nas ondas do teu coração
Gianluca golfinho azul
Teus olhos a luz mais brilhante
És dono de um poder gigante
Gianluca meu pássaro
Voa com teu sentimento
Com a força que vem lá de dentro
E toda vez que for soltar o ar
Pede pra tristeza te deixar
Que leve embora a solidão
Tu nunca és só na imensidão
Lembra que a tua alma quer lutar
Lembra, tu escolheu de vir pra cá
Tu és guerreiro do amor
Traz alegria aonde for
Abre as asas anjo azul
Traga a nós a tua luz
Gianluca te amo
Viaja no meu pensamento
Saudade voa pelo vento
E toda vez que duvidar
Confia na sabedoria
Divina força que te cria
E nunca vou te deixar
E toda vez que em mim pensar
Contigo sempre eu vou estar
Abre as asas anjo azul
Traga a nós a tua luz
Abre as asas anjo azul
Traga a nós a tua luz

 

(Deborah Blando)

 

 



Escrito por juecharlie às 14h00
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Gravidez parte dois

No post passado relatei como foi saber que seria mãe e os temores que tive.

Neste vou contar o durante...

Após me refazer do susto, tudo o que mais queria era sentir o meu filho em meus braços.

Enquanto isto não acontecia, até porque eu deveria ter de esperar por longos 9 meses, risos, fazia a preparação até o grande dia.

A cada dia que passava, sentia que meu corpo modificava. Não via a hora de poder sentir os chutinhos e ouvir os elogios de todos pela barriga enooooooorme.... Queria um barrigão, mas se soubesse que pesava tanto...

Na época em que estudava no IPC (Instituto de Cegos Padre Chico), fazia parte da grade curricular uma aula por nome educação para o lar. Nesta aula aprendíamos desde a fazer um curativo a cuidar de uma criança. Eu achava o máximo realizar estas atividades. Me imaginava cuidando de uma casa sozinha, fazendo comida, recebendo meus amigos, (adoooooooooooro receber visitas e preparar um generoso lanchinho, rsrsrsrs), enfim, me imaginava em diversas situações. Agora era real. Nada de aulas. Nada de fazer as atividades para ganhar nota e passar de ano. Agora seria eu comigo mesma. Será que daria conta? Teria sob minha responsabilidade uma criança e esta não seria como os bonecos da aula de educação para o lar. Seria uma criança de verdade, com fome, dores de barriga, nariz escorrendo, fraudas molhadas... Foi então que resolvi reciclar. Soube que na faculdade UNICID tinha uma professora que dava curso de gestante para pessoas com deficiência visual. Na verdade este curso não era específico de gestante, pois se parecia muito com a que tive no IPC, pois abrangia tudo de uma vida diária. Mas, como no meu caso eu já sabia fazer praticamente tudo, desde lavar, passar a cozinhar, precisava mesmo era de reciclar os cuidados a ter com um bebê. Fui aceita para fazer esta aula e lá fomos nós mergulhar no universo dos bebês.

Uma vez por semana eu freqüentava o curso e cada vez mais minha ansiedade crescia, junto com a minha barriga...

Certa vez voltava para casa, quando uma senhora me abordou na rua com o seguinte comentário:

“Noooossa! Mas você está grávida?! Como vai fazer para cuidar desta criança? Como isto foi acontecer?”

Preferi me calar, respirar para não dizer bobagem, mas que ela merecia uma resposta bem dada, a isto merecia. Mas, eu estava tão feliz com o meu filho que não valia apena discutir com uma pessoa que possívelmente não assimilaria a minha informação. Esistem pessoas que você explica horas e horas e quando pensa ter exclarecido algo, voltam e te perguntam a mesma coisa como se nem tivesse nem tocado no assunto. Então, para determinados casos, adoto o ditado de que “boca fechada não entra mosquito”.

Além destas pérolas, ouvi muitas outras como: “que bom que vai ter um filho. Ele cuidará de você”. “Nem a ceguinha perdoaram”.

“Esta criança será os teus olhos”.

Tudo isto entrava por um ouvido e saía pelo outro. Para que se stressar? Ninguém pagaria o leite e nem a frauda dele, então, nem me desgastava mais,.

Na época muitos dos meus amigos, também cegos, tinham seus filhos pequenos e isto fazia com que eu tivesse mais coragem para cuidar do meu filho. Sempre pensava que se eles conseguiam, eu também daria conta. Até me preparava com as respostas para quando ouvisse a pérola: “leva a mamãe direitinho”.

O que realmente ouvi, mas isto é uma outra história que contarei após o seu nascimento.

 

Abraços...



Escrito por juecharlie às 09h52
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Gravidez parte um

Até agora não escrevi nada relacionado a minha maternidade.

Então vamos lá. Gianluca é o meu filhote de 4 anos prestes a completar 5 anos de idade no próximo mês (15 de março).  

Ao descobri que estava grávida, levei um susto muito grande, pois não pensava em ter filhos naquele momento. Havia começado a trabalhar numa metalúrgica e acabado de entrar para a faculdade e então a idéia dava frio na espinha!!!

Me lembro como se fosse hoje. Liguei para o laboratório e desejava saber antes mesmo de pegar o resultado. A atendente não queria me dizer, pois temia algum tipo de complicação. Eu insisti tanto que ela me mandou através de um fax. Pronto, em minutos saberia se ia ser mamãe!!!

Fax na mão e tremendo para enfim desvendar aquele enigma. Chamei uma colega do trabalho e ela com um ar de suspense me disse que só me contaria se eu deixasse que ela fosse a madrinha. Não queria acreditar. Não podia ser. Ai que medo!!!! Será?!

E então ela me confirmou tudo. Eu estava grávida. Imediatamente liguei para o meu marido (na época era casada e fazia apenas um mês que morávamos juntos). Ele também ficou surpreso.

Fui embora e pelo caminho mil coisas passavam em minha mente como qual o nome a dar para o bebê? Será que seria menino ou menina?Como ficaria a minha barriga. Em minutos todo aquele temor foi embora dando espaço para uma grande emoção, afinal ali dentro de mim tinha uma vida!!!

Enquanto ia para casa, queria gritar para todos: olha, vou ter um filho! O ponto ficava bem em frente a uma loja de móveis e enquanto esperava o ônibus, ouvi uma senhora dizer que ia escolher um berço. Tive vontade de dizer que em alguns meses eu também escolheria um para o meu filho.

Foi então que entre pensamentos, lágrimas de felicidade e medo que cheguei em casa e abraceio pai do meu filho. Choramos juntos e nada mais importava. Ninguém poderia estragar aquele momento que era tão especial e único.

Fizemos planos, decidimos coisas e as próximas semanas foram de muita espera e ansiedade para a chegada deste menino que hoje é a nossa razão de viver.

Atualmente não estou mais casada, mas graças a Deus temos uma boa convivência. Nos consideramos amigos, porque além de ter um filho lindo, temos também muito respeito um pelo outro.

Infelizmente as pessoas quando resolvem se separar, parece que se separam também de tudo o que viveram. É como se não houvesse um passado, que não tivessem vivido momentos bons e que a partir daquele instante, são completos desconhecidos e se degladeam a cada encontro.  Nunca desejei que fosse assim também com a gente, pois acima de tudo, prezo uma boa amizade.

Nos próximos posts, vou relatar algumas passagens de quando estive grávida. Vão poder perceber que o fato de ser uma mãe com deficiência não mudou em nada em meus extintos de mãe.

Também vou dizer as várias pérolas que ouvia normalmente quando saía nas ruas.

E por hoje é só. Não deixem de ler os próximos relatos.

 

 

Abraços de uma mamãe coruja...

 



Escrito por juecharlie às 09h58
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Uma amiga de longe!!!

Hoje vou apresentar uma pessoa de longe, mas muito querida!!!

E quando digo longe, é longe mesmo! Lúcia é o seu nome e atualmente vive na China.

A conheci por intermédio de um amigo na época das Olimpíadas. Ela foi uma das voluntárias dos jogos e de uma forma bem descontraída escreveu curiosidades dos lugares, das pessoas e até hoje continua em seu blog abordando diversos temas, HTTP://www.lunachina.blog.uol.com.br

 

Abaixo um artigo que escreveu na ocasião e que desejo compartilhar com vocês. Aliás, se encontrarem algo interessante referente a deficiências em geral por este mundo imenso que é a internet, agradeço muito.

Vamos compartilhar!!!!

Depois posto as minhas considerações sobre os dados do artigo.

 

Onde estão os deficientes da China?

Segundo dados oficiais da Federação Chinesa de Pessoas com Deficiência, há 60 milhões de pessoas com necessidades especiais no país.  Desses, cerca de 20 milhões têm dificuldades auditivas, 12 milhões possuem deficiência mental, quase 9 milhões têm deficiência visual e o restante tem múltiplas deficiências.  Esses são os dados oficiais.  Talvez os números divulgados sejam menores que a realidade...

Os chineses com deficiência visual - parece - são os únicos com oportunidade.  As clínicas de massagens que contratam essas pessoas com imensa sensibilidade no tato estão em todos os lugares.  Também há saliências no chão na frente de todas as portas dos metrôs e em todas as calçadas para os que não enxergam (ou têm alguma deficiência neste sentido) consigam se orientar. Essas saliências estão em absolutamente TODAS as ruas e chãos da cidade. Mesmo assim, NUNCA vi uma pessoa com deficiência visual nas ruas. Este ano inteiro no país e nunca (repito: nunca) vi um chinês com qualquer tipo de deficiência andando por aí.  Já vi, sim, pessoas idosas andando de cadeiras de rodas, mas nunca um cadeirante com menos de 70 anos. 

Inclusão é uma coisa que ainda não está muito desenvolvida aqui, por enquanto. O Brasil está muitíssimo mais avançado neste ponto.  Depois das Paraolimpíadas perguntei para diversos amigos chineses onde estão os deficientes da cidade.  A resposta de todos foi a mesma:  "Eles ficam em casa".  Há registros, não-oficiais, de que o governo tem clínicas que abrigam pessoas com todos os tipos de deficiência, quase sempre negligenciadas pelas famílias.  

Com o enorme crescimento e desenvolvimento o país precisa começar a dar atenção a essa população especial.  Ainda há muito que aprender e melhorar.

(Lúcia Anderson)



Escrito por juecharlie às 10h41
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